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quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Redação sobre o trabalho informal (Correção)

 

De acordo com a historiografia mundial, a escravidão iniciou-se durante a Revolução Neolítica, cerca de 11 mil anos atrás, perdurando por milênios até sua “total” abolição em 1981, sendo a Mauritânia o último país a proibir essa prática. Entretanto, regimes de trabalho desumanos ainda persistem em todo o mundo[CV1] , sobretudo nos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento, incluindo o Brasil. Essa persistência, denunciada pelo artista Alberto Pereira em sua obra “Debret Delivery”, permanece e se reflete nas múltiplas formas de exploração da mão de obra[CV2]  atual, que dificulta sua identificação, e na inconsciência dos trabalhadores acerca da submissão à qual são submetidos.

A princípio[CV3] , vale mencionar que, uma vez abolida, a atividade escravista, em sua forma tradicional, tornou-se insustentável. Essa proibição, contudo, não extinguiu sua prática e causou um efeito colateral indesejado: o surgimento de regimes “semiescravistas[CV4] ”, que se escondem sob o rótulo[CV5]  de “terceirização” de serviços, aplicado[CV6]  principalmente aos profissionais informais, sobretudo entregadores e motoristas de aplicativo. Esses indivíduos, embora remunerados pela prestação de seus serviços, são totalmente desprovidos de vínculos ou de contratos empregatícios que assegurem direitos ou condições dignas de trabalho, como descanso, férias, plano de saúde, alimentação, etc. Desse modo, esses trabalhadores, no intuito[CV7]  de garantir sua sobrevivência e a de[CV8]  sua família, submetem-se a extensas cargas horárias e a degradantes condições em troca de baixíssima remuneração[CV9] ; parte do lucro é ainda destinada às plataformas[CV10] , aproximando esses profissionais aos “extintos” escravos de ganho.

Ademais, esse novo modelo de trabalho, baseado na exploração “consensual” da mão de obra informal, dificulta a sua compreensão como[CV11]  indigna[CV12]  e degradante, o que[CV13]  impossibilita aos explorados tomar consciência e questionar sua situação dentro do espaço econômico. Essa conscientização é a matéria-prima da principal teoria política construída pelo sociólogo prussiano Karl Marx, baseada na[CV14]  “Consciência de classe”, a qual defende que “sem a consciência de classe, não há possibilidade de mudança na sociedade”. Por viés, a exploração da classe dominada –   representada atualmente pelos trabalhadores informais – pela classe dominante – representada pelo empresariado[CV15]  – mantém-se na ausência de consciência dos explorados acerca da dinâmica em que [CV16]  estão inseridos.

Em suma, infere-se que a escravidão, uma vez abolida, deu lugar a novas relações de trabalho, marcadas pela ausência de garantias e de direitos aos trabalhadores. Essa[CV17]  relação é explicitada principalmente pelos entregadores e motoristas de aplicativo, que podem ser equiparados aos antigos escravos de ganho, como é evidenciado pela obra de Alberto Pereira. Desse modo, faz-se necessário difundir o estudo sobre a “Consciência de classe[CV18] ”, a fim de libertar não somente aqueles explorados, mas também a sociedade, do legado da escravidão na contemporaneidade.

 

 

                                   OBSERVAÇÕES

 

O texto tem um bom suporte histórico, que serve de fundamento ao ponto de vista, e uma boa estruturação.

Precisa, contudo, de aprimoramento nos níveis gramatical e coesivo. As bancas dão hoje grande importância à microestrutura, na qual se incluem tópicos de gramática, pontuação e adequação vocabular.

Leia com atenção os comentários ao lado – em especial o último deles. Lembre-se de que uma redação de vestibular não deve se confundir com um ensaio acadêmico. Tem um estilo e um propósito diferentes.

O principal de tudo é que você demonstra ter leitura e um bom domínio da estruturação textual. Isso é o mais importante, pois eventuais ajustes são mais fáceis de fazer quando o aluno possui bom repertório de informações e um maior contato (ativo ou passivo) com a palavra escrita.

   Leia com bastante atenção a REFEITURA, confrontando a versão  refeita com a anterior e atentando para as correções (à direita).


 [CV1]Atenção para a diferença entre “todo” e “todo o”. “Todo mundo” é qualquer mundo; “todo o mundo” é “o mundo inteiro”.

 [CV2]Com a Reforma Ortográfica, os compostos em que há um vocábulo de ligação (como a preposição “de”) não recebem mais o hífen.

 [CV3]“A priori” não é o mesmo que “a princípio” ou “de início”. Indica uma verdade que se aceita de antemão, ou seja, foar de qualquer experiência.   Por exemplo: “Para Rousseau, o homem é a priori bom, e a sociedade é que o torna mau.”   O contrário é “a posteriori”.

 

 [CV4]A reforma também aboliu o hífen quando o prefixo termina por uma vogal diferente da que inicia o radical; E o caso de “semiescravista”, em que “i” é diferente do “e”. Já em “semi-intensivo” existe hífen.

 

 [CV5]É melhor do que “debaixo da afirmativa”, já que “terceirização de serviços” é mais uma designação do que uma afirmativa.

 [CV6]Um rótulo, ou uma designação, se aplica a pessoas ou classes .

 [CV7]“Intuito”, “propósito”, cabe melhor no contexto do que “instinto”. Essa troca é comum e se deve, sobretudo, à semelhança entre os vocábulos (parônimos). 

 [CV8]O pronome “a” deve retomar “sobrevivência”.

 [CV9]É inadequado o uso de “cujo” nesse caso. Trataremos depois do uso desse pronome relativo.

 [CV10]Não entendi o uso desse vocábulo no contexto. Que plataformas?

 [CV11]“Enquanto” é conjunção temporal. O conectivo adequado a essa construçao é a preposição "como".  

 [CV12]“indigna”, pois se refere à mão de obra.

 [CV13]O que impossibilita a compreensão é tudo o que foi afirmado antes, ou seja, o fato de a exploração "consensual" impossibilitar a percepção da mão de obra como degradante. "O que" retoma essa informação.

 [CV14]A consciência de classe embasa a reoria política de Marx, mas não é o seu título. 

 [CV15]Empregue travessões para separar os apostoa explicarivos. Ele evita o excesso de vírgulas e torna mais claro o enunciado. 

 [CV16]Atenção para o conectivo que deve anteceder o pronome relativo. Insere-se algo "em" algum lugar.

 [CV17]Insira o elemento coesivo (essa) e marque a locução verbal (é explicitada) para não fragmentatar o período. 

 [CV18]Essa é uma proposta muito teórica para a resolução do problema. Além disso, é vaga. Difundir como, onde, por que meios? Procure concretizar as propostas de intervenção para resolver o problema, elencando medidas e apelando a instâncias efetivas do poder (Legislativo, Executivo) bem como a instituições como escola, família etc.

Redação sobre a pobreza no Brasil (Texto corrigido)


          “Vidas Secas”, obra literária brasileira escrita por Graciliano Ramos, abalou o público brasileiro ao apresentar um comovente enredo, em que uma família de retirantes sertanejos é obrigada a se manter em constante deslocamento devido aoo[CV1]  tempo de seca e a sua precária condição de vida. Em meio àa uma[CV2]  incessante busca por uma existência digna, os personagens enfrentam doiso impasses[CV3] : da miséria causada tanto pela condição climática quanto pela influência social. Assim como Fabiano e seus familiares, protagonistas do livro, a quantidade de indivíduos que vivem tal realidade tem aumentado cada vez mais no Brasil, de modo que a pobreza se enraizou na estrutura do padrão econômico brasileiro e, por conseguinte, tornou-se banal. Nesse sentido, entre os motivos que levam àa[CV4]  persistência da situação de pobreza, estão a carência depor[CV5]  investimentos em serviços básicos e a ausência depor[CV6]  uma política tributária justa.

Vale ressaltar, de início, que a falta depela[CV7]  aplicação de capitais na infraestrutura e na execução de atividades essenciais, as quais são garantidas a todos os indivíduos perante a Constituição, agrava esse quadro. Isso decorre de que, devido ao sistema capitalista neoliberal, o interesse econômico prevalece sobre o social, de maneira que o Estado prioriza a manutenção da sua própria estrutura, enquanto áreas da saúde e educação, por exemplo, são colocados em segundo plano. ÀEm[CV8]  vista disso, os indivíduos que possuem condições econômicas favoráveis recorrem aos serviços  estruturas[CV9]  privadoas, enquanto a maior parte da população permanece com acesso precário a essestais serviços e fica totalmente desassistida[CV10] s.

Ademais, é importante frisar que a ineficiência da atual política fiscal contribui para a permanência do constante cenário de pobreza brasileiro. Essa situação acontece em virtude da  e uma alta[CV11]  carga tributária que incide de uma maneira[CV12]  desproporcional sobre as famílias que possuem baixa renda. Assim, deixa[CV13]  de deixando de favorecer r os impostos diretos em prol[CV14]  ao invés dos indiretos, ou seja, o imposto em vigor atua diretamente sobre[CV15]  os produtos consumidos e não sobre a renda total, o que gera um contínuo ciclo de pobreza.  AÀ título de exemplo, cabe citar a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), realizadas entre 2008 a 2009, que registraram que a tributação indireta sobre consumo e produção foi responsável por aumentar a desigualdade de renda em 4,7% em 2009, tendo em vista que o consumo por bens básicos por parte desses indivíduos sempre existirá.

Portanto, para solucionar o problema da persistência da situação de pobreza extrema, decorrente da carência porde investimentos em serviços básicos e da[CV16]  ausência de por uma política fiscal justa, fazem-se necessárias uma série de medidas. Entre elas, promover uma melhora na estrutura e no corpo administrativo de postos de saúde e escolas públicas. Tal evoluçãomedida[CV17]  seria feitaincluída  pelo Congresso Nacional, órgão que exerce o poder legislativo, por[CV18]  meio dana[CV19]   Lei Orçamentária Anual e com[CV20]  o fim de fazer com que toda a[CV21]  população tenha seus direitos efetivados, como está previsto[CV22]  na Carta Magna. Além disso, é necessário que haja uma reforma tributária, para que os impostos diretos sejam os únicos a serem cobrados do contribuinte. Desse modo, casos como o do protagonista Fabiano e de sua família se tornarão cada vez menos comuns no Brasil.

 

                  OBSERVAÇÕES

       Boa estruturação textual. Os parágrafos têm unidade e estão bem articulados.

      Você costuma fazer parágrafos longos. Está controlando o número de linhas, para não extrapolar as 30 pedidas pelo Enem? 

      Fique atenta à adequação semântica, de modo a usar as palavras com a máxima precisão possível.

    Do ponto de gramatical, observe a concordância verbal e a regência nominal (neste último caso, usando adequadamente as preposições que introduzem os complementos).

        


 [CV1]A preposição deve se aglutinar ao artigo: “devido ao”.

 [CV2]Suprima o artigo indefinido: “em meio à incessante busca”

 [CV3]Você mencionou apenas um impasse, “a miséria”. Qual o outro?

 [CV4]Ausência do sinal indicativo de crase: “levam à persistência”.

 [CV5]Falha na regência nominal. O correto é “a carência de”.

 [CV6]Falha na regência nominal. O correto é “a ausência de”

 [CV7]Falha na regência nominal. O correto é “a falta de”.

 [CV8]Preposição inadequada. Prefira “Em vista disso”.

 [CV9]Noção vaga. Que tipo de estruturas?  Prefira “recorrem aos serviços privados”.

 [CV10]Falha na concordância nominal. O correto é “desassistida”.

 [CV11]Não abuse do artigo indefinido “uma”.

 [CV12]Não abuse do artigo indefinido “uma”.

 [CV13]Evite o gerúndio inadequado.

 [CV14]O desfavorecimento dos impostos diretos se dá em proveito (em prol) dos indiretos.

 [CV15]A presença do advérbio “diretamente” pode confundir o leitor.

 

 [CV16]Atenção para o paralelismo: a persistência da pobreza decorre DA carência de investimentos e DA ausência de uma política fiscal.

 [CV17]O termo “medida” é melhor, no contexto, do que “evolução”. 

 [CV18]Evite redundâncias. Ademais, o Congresso Nacional não é um órgão; é uma das instâncias do poder. 

 [CV19]O Congresso faz as leis, que é depois sancionada pelo presidente da República.

 [CV20]Não coordene elementos que não são da mesma natureza (no caso, um adjunto adverbial de meio e outro de fim).  

 [CV21]Atenção para a diferença entre “toda população” (qualquer população) e “toda a população” (a população inteira).

 [CV22]Não use locução com o particípio sem mencionar o verbo auxiliar. 

    

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Redação corrigida - "A escola como promotora de vida sustentável"




    
REDAÇÃO

            Na escola, (1) a experiência do feijão no algodão é responsável por introduzir na criança a lógica da preservação do meio ambiente (2). Contudo, para se ter uma vida sustentável, é importante prezar não só pelo bem-estar do planeta, mas pelo das relações interpessoais, o que não ocorre devido à perda de senso crítico do aluno em relação à (3) temáticas ambientais, e ao isolamento social dos jovens.
             Em primeiro lugar, é válido dizer que  (4) a perda de senso crítico ocorre porque (5) o aluno desvia o foco de determinados temas ambientais. A cada ano, ele se vê recheado de matérias e assuntos novos, e estudar tais temas passa a ser necessário apenas para ter bons desempenhos (6). Ou seja, ao se deparar com o assunto "aquecimento global'', o aluno não se sensibiliza com o fato de que o planeta está sofrendo graves mudanças, pois o foco é obter boas notas. Logo, da mesma  maneira que o aluno se distancia da síntese (7), se distancia de ter uma vida sustentável.
             Ademais, o isolamento social dos jovens é um mal à (8) ser combatido.  Tal chaga (9) afeta a comunicação - principal meio de manter o bem-estar das relações interpessoais. Em um exemplo genérico (10), se um  aluno não discute com o pai o que aprendeu na escola, nem discute com o professor o que aprendeu em casa, esses valores serão transmitidos (11). Ora, se para uma sociedade ter perspectiva de continuidade ela precisa de comunicação, o isolamento não pode existir. Portanto, tal  problema deve ser combatido ainda na escola , para que o jovem possa se integrar na sociedade e ter uma vida sustentável (12).
           Diante do que foi dito (13), tendo em vista a importância de compreender o foco das temáticas ambientais, é preciso mudar a estratégia didática. Para isso, a escola deve diminuir a cobrança de tais temas em provas, e aumentar a discussão (14), de modo que a cada semana sejam realizados debates em sala acompanhados de slides que mostram (15) a saúde atual do planeta. Além disso, combater o isolamento social dos jovens é um processo delicado para tanto os professores devem atuar nessa causa (16).  Estes devem promover a união entre dois jovens aparentemente isolados,  onde (17) um diálogo pode surgir quando um entende exatamente os problemas do outro, (18) assim, o primeiro passo para a socialização será dado.

                                                    CORREÇÕES

   1 Por que a escola como adjunto adverbial? Parece que você vai especificar uma ação que vai ocorrer nela. 
   2       Referência muito específica (que experiência é essa?); parece que a redação já está pelo meio. A Introdução deve ser é um pouco genérica e não se ater a referências particulares, que ficam melhor na argumentação.
 3       Sinal inadequado de crase.
      4  Excesso de palavras. Afirme o que vai ser dito, sem mencionar que “é válido dizer. Por que não o seria?
        5  Inversão da relação causa – consequência. A causa é “a perda do senso crítico”.
6  Desempenho” se usa no singular; é um termo abstrato, que já indica totalidade.
    Engloba a performance, que resume a eficiência nas  ações.  
7       Que “síntese”?  Não entendi.
8       Indicação inadequada de crase.
9       Inadequação semântica. Use um termo mais adequado.
10  Nenhum exemplo é genérico. Ele constitui uma particularidade que ilustra uma ocorrência ou uma verdade geral
11  Ou “não serão transmitidos”? Cuidado com a coerência.
12  Boa construção do raciocínio argumentativo nessa parte do parágrafo.
13  Simplifique. “Diante disso", por exemplo.
14  Uma coisa não invalida a outra. Aumentar a discussão não implica que o assunto deva ser menos abordado em classe. O reforço teórico pode aperfeiçoar o conhecimento e a prática de atividades ambientais.
15  O verbo “mostrar” deve estar no subjuntivo, pois indica uma possibilidade, algo que deve ocorrer.
16  Mude a estruturação, pois o apelo a que os professores atuem na causa é uma nova proposta. Essa informação deve, pois, vir após
“Além disso” (veja a Refeitura).  
17  Falha de coesão. Veja na Refeitura o conectivo adequado.
18  Falha de pontuação, pois aí não cabe vírgula.  
   
                                                        REFEITURA

         A escola é responsável por introduzir na criança a ideia de preservar o meio ambiente a fim de garantir uma vida sustentável.  Contudo, para que isso ocorra, deve levá-la a prezar pelo bem-estar não só do planeta, mas das relações interpessoais, o que não ocorre devido à perda de senso crítico do aluno em relação a temáticas ambientais e ao isolamento social dos jovens.
       A perda de senso crítico faz com que o aluno desvie o foco de determinados temas ambientais. A cada ano, ele se vê recheado de matérias e assuntos novos, e estudar tais temas passa a ser necessário apenas para ter um bom desempenho. Ou seja, ao se deparar com o assunto "aquecimento global'', o aluno não se sensibiliza com o fato de que o planeta está sofrendo graves mudanças, pois o foco é obter boas notas. Logo, da mesma  maneira que o aluno se distancia da síntese (?), se distancia de ter uma vida sustentável.
         Ademais, o isolamento social dos jovens afeta a comunicação - principal meio de manter o bem-estar das relações interpessoais. Por exemplo, se um  aluno não discute com o pai o que aprendeu na escola, nem discute com o professor o que aprendeu em casa, esses valores não serão transmitidos. Ora, se para uma sociedade ter perspectiva de continuidade ela precisa de comunicação, o isolamento não pode existir. Portanto, tal  problema deve ser combatido ainda na escola , para que o jovem possa se integrar na sociedade e ter uma vida sustentável.
           Diante disso, tendo em vista a importância de compreender o foco das temáticas ambientais, é preciso mudar a estratégia didática. Para isso, a escola deve associar a cobrança de tais temas em provas com a discussão, de modo que a cada semana sejam realizados debates em sala acompanhados de slides que mostrem como está a saúde atual do planeta. Além disso, como o combate ao isolamento social dos jovens é um processo delicado, os professores devem atuar nessa causa.  Os docentes devem promover a união entre jovens aparentemente isolados, pois com esse diálogo uns poderão entender os problemas dos outros. Assim, o primeiro passo para a socialização será dado.

                                      OBSERVAÇÕES GERAIS
A estruturação como um todo melhorou, mas tenha cuidado com a coesão (emprego de conectivos) e a coerência (conexão entre orações e/ou períodos).  O texto deve sobretudo ter clareza, não deixando ao leitor dúvida  sobre o que o autor quer dizer. 
O terceiro parágrafo é o mais bem estruturado, pois nele você costurou bem a linha do raciocínio, o que concorreu para a sequenciação lógica das ideias.

sábado, 9 de dezembro de 2017

Parágrafo confuso. Entenda por quê.

“Segundo Freud, pioneiro da psicanálise(1), ninguém se apaixona pela razão(2), mas quem conseguiria manter um relacionamento sem uma comunicação favorável(3)? Os(4) dados do IBGE mostram aumento significativo nas taxas de divórcio. Esses índices foram acarretados(5) pelo fato de que ninguém quer passar o resto da vida com uma pessoa insipiente(6), que não tenha um pouco da genialidade do Padre Vieira(7), escritor Barroco(8).” 
  
(1) Esclarecimento desnecessário. 
(2) Ambiguidade. O aluno dá a entender que a razão é o objeto da paixão, e não o referencial que ele está contestando; o vocábulo “pela” pode ser substituído por “segundo” ou “com base na”.
(3) Falta de clareza na articulação das ideias. O aluno defende que a escolha racional do parceiro amoroso favorece a comunicação entre os amantes, mas faz isso de forma obscura.
(4) Inadequação morfológica. Os dados não foram mencionados antes; logo, não cabe o emprego do artigo definido.
(5) Imprecisão semântica. Os índices não “foram acarretados”; eles “refletem”, “mostram”.
(6) Generalização. Pode haver quem queira passar o resto da vida com uma pessoa ignorante. O aluno não pesquisou (nem poderia...) para concluir o contrário. 
(7) Comparação despropositada. Para não passar por ignorante, ninguém precisa ter um pouco (quanto?) da genialidade do Padre Vieira!   
(8) Grafia inadequada. Como adjetivo, o vocábulo “barroco” deve ser escrito com letra minúscula.